A hiperplasia prostática benigna (HPB) é tão comum que aparece em cerca de metade dos homens por volta dos 50 a 60 anos nos estudos de anatomia, e em uma proporção ainda maior nas décadas seguintes. Nem todos têm sintomas, mas, quando ela é ignorada, podem surgir complicações. Os sintomas estão descritos em próstata aumentada (HPB).
Possíveis consequências
- Retenção urinária: impossibilidade súbita de urinar, que exige sondagem.
- Infecções urinárias de repetição, pela urina que sobra na bexiga.
- Pedras na bexiga e formação de divertículos.
- Sangue na urina.
- Prejuízo dos rins: a obstrução prolongada pode causar dilatação (hidronefrose) e reduzir a função renal.
- Impacto na qualidade de vida: sono interrompido, restrição de viagens e atividades.
Quem tem mais risco de progredir?
Homens com próstata de volume maior, PSA mais elevado, idade mais avançada e sintomas moderados a intensos têm mais risco de piora e de complicações. Alguns medicamentos para resfriado e alergia (descongestionantes e antialérgicos) podem piorar os sintomas.
O que fazer?
Avaliar os sintomas com o questionário IPSS e procurar o urologista. O tratamento precoce — hábitos, medicamentos ou cirurgia — evita complicações e melhora o conforto.
Quando procurar um urologista
- incapacidade de urinar
- febre com dor ao urinar
- sangue na urina
- jato fraco que piora progressivamente
Em caso de dor muito intensa, febre alta ou impossibilidade de urinar, procure um pronto-atendimento.
Perguntas frequentes
Toda próstata aumentada precisa de tratamento?
Não. Quando os sintomas são leves e não há complicações, o acompanhamento pode bastar.
A HPB aumenta o risco de câncer?
Não aumenta, mas ambos podem coexistir, por isso a avaliação é importante.
Pode afetar os rins?
Em casos de obstrução prolongada, sim, daí a importância do acompanhamento.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
Cada paciente é único. A consulta permite uma avaliação individualizada, presencial ou por telemedicina.
Agendar uma consultaEste texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica, não constitui diagnóstico nem recomenda tratamento individual, e não garante resultados. Procure sempre um médico para avaliação do seu caso.
Para saber mais (fontes de referência): Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia • INCA – Instituto Nacional de Câncer • European Association of Urology (diretrizes)