Próstata

HPB afeta cerca de 50% dos homens acima de 50 anos: quais as consequências do aumento benigno da próstata?

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é tão comum que aparece em cerca de metade dos homens por volta dos 50 a 60 anos nos estudos de anatomia, e em uma proporção ainda maior nas décadas seguintes. Nem todos têm sintomas, mas, quando ela é ignorada, podem surgir complicações. Os sintomas estão descritos em próstata aumentada (HPB).

Possíveis consequências

Quem tem mais risco de progredir?

Homens com próstata de volume maior, PSA mais elevado, idade mais avançada e sintomas moderados a intensos têm mais risco de piora e de complicações. Alguns medicamentos para resfriado e alergia (descongestionantes e antialérgicos) podem piorar os sintomas.

O que fazer?

Avaliar os sintomas com o questionário IPSS e procurar o urologista. O tratamento precoce — hábitos, medicamentos ou cirurgia — evita complicações e melhora o conforto.

Quando procurar um urologista

  • incapacidade de urinar
  • febre com dor ao urinar
  • sangue na urina
  • jato fraco que piora progressivamente

Em caso de dor muito intensa, febre alta ou impossibilidade de urinar, procure um pronto-atendimento.

Perguntas frequentes

Toda próstata aumentada precisa de tratamento?

Não. Quando os sintomas são leves e não há complicações, o acompanhamento pode bastar.

A HPB aumenta o risco de câncer?

Não aumenta, mas ambos podem coexistir, por isso a avaliação é importante.

Pode afetar os rins?

Em casos de obstrução prolongada, sim, daí a importância do acompanhamento.

Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?

Cada paciente é único. A consulta permite uma avaliação individualizada, presencial ou por telemedicina.

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Dr. Victor Murad, urologista
Dr. Victor Murad
Urologista • CRM-SP 285969 | RQE 149386
Fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Residência em Urologia pela UnB. Conteúdo revisado em 30 de setembro de 2026.

Este texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica, não constitui diagnóstico nem recomenda tratamento individual, e não garante resultados. Procure sempre um médico para avaliação do seu caso.

Para saber mais (fontes de referência): Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia • INCA – Instituto Nacional de Câncer • European Association of Urology (diretrizes)