Prevenção

Rastreamento do câncer de próstata: por que fazer o exame aos 50 anos?

Rastrear é procurar uma doença em quem não tem sintomas. No câncer de próstata, o rastreamento no Brasil é, em geral, oportunístico: acontece por iniciativa do paciente ou quando ele procura o médico, e não por um programa organizado que convoca a população. Por isso, a decisão costuma ser tomada na consulta, de forma individualizada.

Rastreamento oportunístico x organizado

No rastreamento organizado, o sistema de saúde convida ativamente as pessoas a se examinarem. No oportunístico, o exame é solicitado quando o homem procura o médico por qualquer motivo. Instituições como o INCA não recomendam o rastreamento populacional organizado, enquanto sociedades de urologia orientam que o homem seja informado e participe da decisão. Ambas as posições convergem num ponto: a decisão deve ser compartilhada.

Por que aos 50 anos?

O risco de câncer de próstata cresce com a idade, e é a partir dos 50 que a relação entre benefício e risco do rastreamento é mais favorável. Em homens com maior risco, como os de ascendência negra ou com parentes de primeiro grau que tiveram a doença, a conversa costuma começar aos 45 anos.

Benefícios e riscos

Esses riscos foram reduzidos nos últimos anos com a ressonância da próstata e com a vigilância ativa, que permite acompanhar tumores de baixo risco sem tratar de imediato.

Como é feito e até quando?

O rastreamento usa o PSA, com ou sem toque retal, e a periodicidade depende do resultado. Em geral, não se recomenda continuar o rastreamento em homens com expectativa de vida inferior a 10 anos. Veja também o check-up urológico.

Quando procurar um urologista

  • você tem 50 anos ou mais (45 se há fator de risco) e nunca conversou sobre a próstata
  • parente de primeiro grau com câncer de próstata
  • sintomas urinários, independentemente da idade

Em caso de dor muito intensa, febre alta ou impossibilidade de urinar, procure um pronto-atendimento.

Perguntas frequentes

Rastreamento é o mesmo que diagnóstico?

Não. O rastreamento aponta quem precisa de investigação adicional. O diagnóstico é confirmado pela biópsia.

Posso fazer o PSA sem conversar com o médico?

Pode, mas o resultado precisa ser interpretado por um médico, pois o PSA pode se alterar por motivos benignos.

Se meu PSA for normal, posso esquecer o assunto?

Não. A repetição periódica é definida pelo seu urologista, de acordo com o valor e o seu risco.

Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?

Cada paciente é único. A consulta permite uma avaliação individualizada, presencial ou por telemedicina.

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Dr. Victor Murad, urologista
Dr. Victor Murad
Urologista • CRM-SP 285969 | RQE 149386
Fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Residência em Urologia pela UnB. Conteúdo revisado em 30 de setembro de 2026.

Este texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica, não constitui diagnóstico nem recomenda tratamento individual, e não garante resultados. Procure sempre um médico para avaliação do seu caso.

Para saber mais (fontes de referência): Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia • INCA – Instituto Nacional de Câncer • European Association of Urology (diretrizes)