A disfunção erétil (DE) é a dificuldade persistente de obter ou manter a ereção suficiente para a relação sexual. É comum e tratável. Além disso, pode ser um sinal precoce de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares, o que torna a avaliação importante.
Principais causas
- Vasculares: aterosclerose, hipertensão, colesterol alto.
- Metabólicas: diabetes, obesidade.
- Hormonais: testosterona baixa.
- Neurológicas e pós-cirúrgicas: cirurgias pélvicas, lesões medulares.
- Medicamentos, tabagismo, álcool e drogas.
- Emocionais: ansiedade, estresse, depressão, problemas de relacionamento.
Como é a avaliação?
Inclui conversa franca, exame físico e exames como glicemia, colesterol e, quando indicado, testosterona. Em alguns casos, ultrassom Doppler peniano. O urologista avalia também a saúde cardiovascular.
Opções de tratamento
- Hábitos: parar de fumar, atividade física, perda de peso, sono e controle do estresse.
- Tratar as causas: diabetes, pressão, hormônios e ajuste de medicamentos.
- Medicamentos orais (inibidores de PDE5): sildenafila, tadalafila, vardenafila e avanafila. Não podem ser usados com nitratos e exigem avaliação do coração.
- Injeção intracavernosa, dispositivo a vácuo e terapias como ondas de choque, em casos selecionados.
- Prótese peniana: opção cirúrgica para casos que não respondem às demais.
- Apoio psicológico e terapia sexual, quando há componente emocional.
Cuidado com “produtos milagrosos”
Suplementos e “estimulantes” vendidos sem prescrição podem conter substâncias não declaradas e trazer riscos. Procure sempre orientação médica.
Quando procurar um urologista
- dificuldade de ereção por mais de 3 meses
- ereção dolorosa com mais de 4 horas (priapismo): urgência
- dor no peito ao esforço, junto com problemas de ereção
- queda de libido associada
Em caso de dor muito intensa, febre alta ou impossibilidade de urinar, procure um pronto-atendimento.
Perguntas frequentes
Disfunção erétil é normal com a idade?
Fica mais frequente com a idade, mas não deve ser considerada inevitável, e há tratamento.
O medicamento funciona para todos?
Funciona para boa parte dos pacientes, mas não todos. Existem outras alternativas.
Pode ser um sinal de doença do coração?
Sim, pode anteceder problemas cardiovasculares. Por isso a avaliação é importante.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
Cada paciente é único. A consulta permite uma avaliação individualizada, presencial ou por telemedicina.
Agendar uma consultaEste texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica, não constitui diagnóstico nem recomenda tratamento individual, e não garante resultados. Procure sempre um médico para avaliação do seu caso.
Para saber mais (fontes de referência): Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia • INCA – Instituto Nacional de Câncer • European Association of Urology (diretrizes)