A vigilância ativa é uma estratégia em que o câncer de próstata de baixo risco é acompanhado com exames programados, e o tratamento (cirurgia ou radioterapia) é reservado para se a doença mostrar sinais de progressão. Não é “não fazer nada”: é acompanhar de perto.
Para quem é indicada?
É a opção preferencial para tumores de baixo risco: PSA baixo, doença pequena, restrita à próstata e de baixa agressividade (Grupo ISUP 1). Em casos selecionados de risco intermediário favorável também pode ser considerada. A indicação depende da biópsia, da ressonância, da idade e das preferências do paciente.
Como funciona o acompanhamento?
- consultas e PSA periódicos, em geral a cada 6 meses;
- ressonância da próstata e biópsias de controle em intervalos definidos pelo urologista;
- avaliação do exame físico.
Quando passar para o tratamento?
Quando há aumento do PSA, aumento do grau do tumor na biópsia, progressão na ressonância ou por escolha do paciente. Como o câncer é acompanhado de perto, a mudança costuma ocorrer a tempo.
Vantagens e limites
Vantagens: evita ou adia efeitos colaterais da cirurgia e da radioterapia, como alterações urinárias e da ereção. Limites: exige disciplina nos exames e pode gerar ansiedade. Em uma parcela dos pacientes o tratamento acabará sendo necessário.
Quando procurar um urologista
- você recebeu diagnóstico de câncer de próstata de baixo risco
- sintomas novos durante o acompanhamento
- atraso nos exames de controle
Em caso de dor muito intensa, febre alta ou impossibilidade de urinar, procure um pronto-atendimento.
Perguntas frequentes
Vigilância ativa é o mesmo que não tratar?
Não. É acompanhamento programado, com possibilidade de tratamento curativo se a doença progredir.
Há risco de o câncer se espalhar?
O risco é baixo em pacientes bem selecionados e acompanhados, e é monitorado pelos exames.
Posso desistir da vigilância ativa?
Sim. A decisão é compartilhada e pode ser revista a qualquer momento.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
Cada paciente é único. A consulta permite uma avaliação individualizada, presencial ou por telemedicina.
Agendar uma consultaEste texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui a consulta médica, não constitui diagnóstico nem recomenda tratamento individual, e não garante resultados. Procure sempre um médico para avaliação do seu caso.
Para saber mais (fontes de referência): Portal da Urologia – Sociedade Brasileira de Urologia • INCA – Instituto Nacional de Câncer • European Association of Urology (diretrizes)